reurbanização ilhabelaProjetos e soluções de gestão da água podem ajudar a aliviar os sistemas públicos e promover economia de recursos hídricos

Em centros urbanos, a pressão sobre os recursos hídricos pode ser reduzida com o controle das demandas. Segundo levantamento global da Unicef e da World Health Organization (WHO), divulgado em julho de 2015, a falta de progresso nos serviços de saneamento básico ameaça minar os avanços obtidos com o maior acesso a água potável no mundo, especialmente nas áreas de saúde pública e sobrevivência infantil.
Segundo a Unesco, mantendo os padrões atuais de consumo, em 2030 o mundo enfrentará um déficit de abastecimento de água de 40%. Os estudos mostram ainda que a possível falta de água está relacionada a práticas agrícolas inadequadas e à poluição, o que prejudica a oferta de água limpa no mundo. A demanda deverá crescer 55% até 2050, quando mais de 6 bilhões de pessoas viverão em áreas urbanas.
Há mais de 70 anos, a ACO pensa maneiras de criar tecnologia desenvolvendo soluções que coletem águas superficiais e que permitam tratar, reter e destiná-las de maneira controlada, impactando diretamente a gestão desse recurso na natureza, nos sistemas de abastecimento e tratamento. Esse gerenciamento pode ser feito com práticas padronizadas de reutilização, que sirvam a diversos ambientes – residenciais, empresariais, industriais ou públicos.
Nas cidades o ciclo hidrológico sofre alterações por causa do tipo de superfície e a canalização do escoamento. São os projetos de drenagem urbana que ajudam a gerenciar o volume de água da chuva no pavimento e driblar obstáculos como o material sólido disposto pela população, que muitas vezes impacta diretamente as obras das cidades.

O que é o ciclo hidrológico?
É o sistema pelo qual a água irriga o solo e volta para ele em forma de chuva. Também chamado de ciclo natural da água. Veja o desenho ao lado:

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Em condições naturais, se mantém em equilíbrio, mas com a crescente urbanização das bacias hidrográficas, a dinâmica do ciclo da água se alterou. Impermeabilização do terreno, canalização de cursos fluviais e a remoção da vegetação desencadeiam ou agravam os processos de erosão e de inundações.
A qualidade de vida nas áreas vulneráveis diminui e o gerenciamento da água dentro das cidades fica mais difícil, quando os projetos de canalização não integram projetos de drenagem urbana que apontem para uma cultura de reuso, preservação e tratamento da água.
Controle e gestão de água são pilares para a redução da sobrecarga nas redes públicas de drenagem, já que envolvem medidas para melhorar a qualidade da água utilizada pela população, de maneira geral.
Captar a água da chuva é uma alternativa inteligente e de contribuição efetiva aos sistemas urbanos de contenção. O grande desafio é o projeto ou a adequação a projetos já existentes.
Por exemplo, muitos dos problemas podem ser anteriores à obra, quando é preciso avaliar o tipo de drenagem a ser feita e a solução a ser implementada. Nesses casos, há locais onde a drenagem urbana foi pensada há décadas. O volume das chuvas e as consequências da urbanização são variáveis que se modificaram drasticamente com os anos e agora obrigam gestores a rever os projetos de drenagem.
Medidas simples ou sistêmicas são saídas viáveis para aliviar os sistemas urbanos de drenagem e sob aspectos práticos, um sistema composto por canais utilizados para coletar água e direcioná-la para separadores para pré-tratamento são exemplos factíveis de uma mudança de cultura.
Em princípio, profissionais de arquitetura, engenharia ou departamentos técnicos identificam a melhor localização para a drenagem. A decisão sobre o projeto é tomada com base em estudo, medições e, por último, avalia-se o custo benefício da escolha da técnica da drenagem.

Ilhabela
Em Ilhabela (SP), a Prefeitura realizou um projeto integrado de drenagem para a Reurbanização da Avenida Principal, que abrange o trecho da Av. Pedro Paula de Moraes, no Saco da Capela, utilizando o sistema ACO Monoblock®, que é composto de canais fabricados em peça única (formato monolítico). Essa solução garante alta capacidade hidráulica e alta performance em casos de chuvas fortes ou risco potencial de enchente. As características únicas foram definitivas para a instalação: feito em concreto polímero exclusivo, o canal contém grelha antifurto, antirruído e o material é anticorrosivo.
Isso porque a Avenida Pedro Paula de Moraes está a 80 cm do nível do mar, com declividade praticamente nula. Ali a drenagem convencional (feita de tubos e canaletas de concreto) não escoava a água acumulada pela chuva ou cheia.
Os canais ACO Monoblock® resistem aos efeitos do tempo, como a maresia e atendem o volume potencial de água acumulada. A solução aumentou a capacidade de drenagem local e a seção em forma de V ajuda a potencializar a velocidade da água direcionada para o novo sistema urbano de drenagem, promovendo ainda a autolimpeza dos canais.
Outro ponto importante foi a possibilidade de realizar o projeto sem prejuízos ao trânsito ou à rotina no Centro da cidade. Os canais ACO Monoblock® são pré-fabricados, mais leves que soluções similares em concreto convencional e possuem encaixe macho e fêmea, o que agiliza, facilita e diminui custo de instalação. Tudo isso impacta diretamente na diminuição de custos gerais da obra.
O novo projeto de drenagem representa economia em manutenção e complementa o processo de reurbanização, iniciado em 2010, em Ilhabela. A obra abrange as Avenidas Pedro Paula de Moraes e Dona Germana e também contempla a Rua Benedito Félix.

Futuro agora
Diversas soluções podem integrar sistemas inteligentes de drenagem. Além de canais, piscinões, tanques de armazenamento e estações de tratamento podem complementar projetos de drenagem que destinem a água diretamente para bacias de abastecimento. “Quando você capta a água e direciona o seu escoamento, minimiza o impacto que uma chuva forte pode causar na malha urbana. Vemos que a drenagem projetada na maioria das grandes cidades não previa mudanças climáticas como as que estamos vivendo. Responsabilizar-se por essa destinação é uma tendência e uma maneira de repensar não só os espaços urbanos, mas também a preservação da água”, explica o engenheiro e diretor da ACO Brasil, Fernando Hermann Wickert.
Ou seja, o desafio da defasagem técnica, imposta pelos anos, pode ser enfrentado como uma maneira de fomentar a criação de uma cultura de drenagem, que é um mecanismo eficaz para ajudar a planejar espaços urbanos de forma mais sustentável. Fazem parte desta visão os projetos integrados de gestão de águas pluviais, onde o recurso é captado, previamente tratado (com a separação de impurezas como óleo, por exemplo), retido (guardado, armazenado) e destinado de maneira correta e controlada no meio ambiente ou nos sistemas públicos de drenagem.
A ACO avalia as necessidades do cliente, dá suporte ao projeto de drenagem e acompanha o processo de instalação de suas soluções na obra.
A drenagem de locais como o túnel do Anhangabaú (SP), Avenida Rio Branco (RJ), Corredor Inajar de Souza (SP), Avenida Batel – Curitiba (PR), rodovias Dom Pedro, Imigrantes e Cônego Domenico Rangoni (SP) e a rodovia Freeway (RS) utilizam canais da família ACO Monoblock® para direcionar seguramente o volume de água depositada no pavimento – o que mudou o cenário de alagamento vivido antes da instalação dos produtos.

ACO Brasil: tecnologia de drenagem
A ACO é uma empresa alemã, líder mundial em soluções de drenagem, com um faturamento estimado em 705 milhões de euros em 2015. Estabelecida no Brasil desde 2010, a sede nacional fica na cidade de Jacareí (SP), no Polo Industrial Municipal. Há dois anos, a taxa de crescimento da empresa ultrapassa a média de 30% ao ano e a marca já influencia o dia a dia de milhares de brasileiros em aeroportos, rodovias, portos, shopping centers, vias, residências, estádios e centros esportivos de excelência no país. Concentrada em cuidar da água, a ACO desenvolve sistemas de alta tecnologia para captar, tratar, reter e destinar recursos hídricos, garantido segurança e qualidade desde a concepção de cada projeto.

Alinhavo Assessoria

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